Pouco conhecida entre os tutores de pets, a Ceratoconjuntivite Seca Canina é uma doença comum entre os cães, que podem desenvolver o problema em qualquer fase da vida. Trata-se do ressecamento da córnea e da conjuntiva, causado pela diminuição da produção de lágrima.

Embora o problema possa se manifestar em qualquer cão, os das raças Cocker Spaniel Americano, Schnauzer miniatura, Pug, Buldogue Inglês, Yorkshire Terrier, Pequinês, West Highland White Terrier, English Springer Spaniel, Samoyeda e Shih-tzu são mais propensos a desenvolvê-lo.

Entre os principais sintomas estão coceira, incômodo, secreção ocular e olhos vermelhos. Por serem semelhantes aos sinais de conjuntivite, muitas vezes o seu diagnóstico pode ser tardio, o que dificulta o tratamento. Segundo Marcio Barboza, gerente técnico Pet MSD Saúde Animal, quando não tratada, a doença causa pigmentação da córnea – que fica com manchas escuras – e pode levar o cão a cegueira.

Herança genética, trauma na região dos olhos, botulismo, carência de vitamina A, doenças autoimunes e distúrbios endócrinos são alguns dos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da Ceratoconjuntivite Seca em cães. A forma mais eficaz de garantir o diagnóstico precoce é submetendo o seu cãozinho a check-ups regulares com um médico veterinário, que pode indicar o melhor tratamento ainda na fase inicial da doença.

“O diagnóstico da doença pode ser feito por meio de exame oftálmico realizado por um médico veterinário. O teste da lágrima é o mais comum nesses casos”, afirma Marcio que complementa “hoje o mercado já disponibiliza alternativas de tratamento tópicos rápidos e eficazes, que não atrapalham a rotina do cão”.

Cuidados diários com os olhos do pet

 Para evitar esse e outros problemas na saúde dos olhos do seu pet, Marcio lista alguns cuidados que devem fazer parte da rotina de todos os tutores:

1) Limpeza diária: sabe aquela sujeirinha que vai acumulando ao longo do dia no canto dos olhos do animal? Tente retirá-la suavemente todos os dias, de preferência com um pano de algodão.

2) Nada de pelo nos olhos: pets com pelos longos devem ter a região dos olhos tosada adequadamente para que a região não fique irritada. Para aqueles que demoram entre uma tosa e outra, o indicado é que o pelo da região seja preso em um rabinho no topo da cabeça.

3) Evite deixar o pet na janela do carro: embora seja fofo, deixar o seu animal andar com a cabeça de fora da janela nos passeios de carro pode causar ressecamento e danos à córnea do pet com o tempo. O mesmo vale para ventos causados pelo uso de secadores de cabelo, que não devem ser usados diretamente na face do animal.

Foto: Reprodução