No último domingo, 5, o sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, anunciou que suspendeu, temporariamente, a determinação de aplicar a pena de morte a homossexuais. O pequeno país do Sudeste Asiático foi alvo de protestos quando lançou sua interpretação das leis islâmicas, em 3 de abril, para punir a sodomia, o adultério e o estupro. A determinação transformou o sexo homossexual, dentre outras “infrações”, em crime punível com apedrejamento até a morte.

“Eu estou ciente de que há muitas questões e má interpretações relacionadas à implementação da SPCO. No entanto, acreditamos que, assim que elas forem resolvidas, o mérito da lei será evidente”, afirmou o sultão no discurso que ocorreu antes do início do Ramadã, mês sagrado para os islâmicos.

Diversas celebridades internacionais iniciaram campanhas de boicote ao país, como Dua Lipa, Elton John, Ellen Degeneres e George Clooney, dentre outras. Uma rede internacional de hotéis de luxo que pertence ao sultão de Brunei, foi fortemente afetada em suas redes sociais, não restando outra opção senão fechá-las temporariamente. Empresas como Virgin Airlines, Citigroup, Banco Alemão e Goldman Sachs também anunciaram boicote ao país, que correu risco de perder milhões de dólares em negócios internacionais caso mantivesse a pena de morte para homossexuais em suas terras.

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