Cães de raça podem precisar de atenção especial devido à genética. Conheça exemplos. 

Na hora de escolher um cão de estimação, muitos vipados buscam por animais de raça. Estes são mais propensos ao desenvolvimento de algumas doenças típicas da sua genética e, para poder oferecer os cuidados adequados para cada animal, é preciso estar ciente e conhecer as peculiaridades que cada um apresenta.

Por muito tempo, os acasalamentos foram realizados de uma maneira indiscriminada para a formação das raças. Até hoje, eles continuam acontecendo dessa forma para o aprimoramento. “Como são resultantes de cruzamentos consanguíneos, ou seja, entre animais de parentesco muito próximo, há uma diminuição na variação genética, o que aumenta o risco de doenças inerentes às suas raças.”, explica Fabiana Zerbini, veterinária da Virbac do Brasil.

Existem mais de 300 doenças genéticas decorrentes desses cruzamentos especiais. Por isso, quem possui cães de raça deve pesquisar e conhecer bem as particularidades de cada uma delas. Isso possibilita oferecer os melhores cuidados, evitando problemas mais graves e oferecendo o tratamento adequado, quando necessário.

Confira as predisposições mais comuns para algumas raças:

Boxer: propensão a tumores e problemas de coração (cardiomiopatia hereditária que tem como manifestação clínica desmaios e até morte súbita);

Bulldog: problemas de articulação, dificuldade de respiração e mastigação, pelo formato achatado do crânio, e problemas nos olhos, como o deslocamento de uma glândula interna, chamada de terceira pálpebra, para o meio externo do olho.

Cocker Spaniel: infecção de ouvido (otite), por ter orelhas pendulares, com grande quantidade de pelo e que produzem cera excessivamente (possuem maior número de glândulas sebáceas); e problemas nos olhos, como catarata e degenerações da retina;

Dachshund: problemas de coluna, como hérnia de disco por ter patas curtas e ser alongado, causam dor e problemas de locomoção;

Dálmata: problemas urinários, como cálculo renal; e problemas de surdez (quanto maior a extensão branca do animal, maior a propensão de ficar surdo);

Dobermann: problemas cardíacos;

Labrador e Golden Retriever: problemas de articulação, por serem cães de grande porte e que crescem rapidamente de filhote a adulto; e incidência de neoplasias;

Poodle: catarata, hipertireoidismo, neoplasias, diabetes;

Pastor Alemão: problemas na estrutura óssea do quadril (displasia);

Pinscher: luxação de patela;

Pug: problemas respiratórios, por serem banquicefálicos (focinho “achatado”);

São-Bernardo: como todos os cães de grande porte, pode sofrer dilatação gástrica causada pelo acúmulo de gases, podendo prejudicar o suprimento de sangue para os órgãos do sistema digestivo;

Yorkshire: colapso traqueal, que causa a dificuldade na passagem do ar e problemas cardíacos.

Fotos: Reproduções

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