EDITOR CHEFE
Ailton Botelho
COLABORADORES
Cainã Martins
Paulo Nobre
Theodora Gouveia

Depois da MTV sair do armário com uma programação gay no último dia 12, é a vez da revista TRIP abordar a diversidade sexual em sua capa. A edição 204, que está nas bancas do eixo Rio/São Paulo desde o último final de semana e deve chegar ao resto do Brasil até sexta-feira, traz duas capas, uma com um casal gay se beijando e outra com um grupo de nudistas.
Para surpresa geral dos vipados, quem estampa a do beijo é o DJ e empresário carioca Sérgio Cardoso, mais conhecido como DJ Slam, proprietário da agência Soul DJs, de Florianópolis que administra a carreira de DJs queridos por nós, como Felipe Lira, Eric Starsee, Igor Magalhões entre outros.
Sérgio, que também é surfista, aparece aos beijos e dando aquela pegada no namorado e sócio Bruno Araújo, lutador de Muay Thai.
Namorando há dois anos, Slam conta no recheio como é conviver em um ambiente tão machista como o do Surf e aborda temas como a homofobia. "O mundo é homofóbico", respondeu o DJ surfista em um determinado momento da entrevista (que temos na íntegra mas não podemos publicar) publicada em formato de matéria pela TRIP.
Como a revista que ainda traz opiniões discordantes, matérias como “manual do hétero inseguro” por Evandro Santo, o que a ciência e as religiões dizem sobre o tema gay já é assunto nos principais portais do país, o Vipado resolveu fazer algo diferente e bateu um papo com Sérgio.
Slam nos disse não sabia que a matéria seria capa da publicação: "A coisa na real partiu da matéria/entrevista. Eles ( a editora) gostaram e me perguntaram se eu topava uma foto, já que tinha citado meu namorado e etc. Aí resolvemos fazer".
Sérgio contou que aceitou fazer na hora por que percebe o preconceito enraizado dentro da própria comunidade gay. "Os amigos gays me diziam para eu parar de dar pinta de surfista. Me acusavam de ter escolhido o esporte como uma forma de estar próximo dos homens bonitos do Surf ou mesmo para azarar os gays da Iha.", desabafa agora.
"Eu começei a surfar as 14 anos, minha orientação sexual ainda nem estava definida. Minha primeira relação homossexual aconteceu anos depois, aos 17 anos.", confidenciou.
"Aceitei dar a cara a tapa agora para levantar mesmo a bandeira contra a homofobia e o preconceito. Não é todo dia que vemos um surfista se assumindo gay. A grande imprensa no geral mostra uma realidade esteriotipada da nossa comunidade. Eu não vejo televisão aberta há mais de 20 anos mas acompanho tudo pelas mídias sociais e não concordo com a maneira simplista que o assunto é tratado", conta o DJ, empresário e surfista.
Depois da conversa por telefone, o Vipado pediu por MSN uma foto ao surfista com o marido lutador para ilustrar essa nota: "kkkkk...acabo de descobrir que eu não tenho nenhuma foto com o Bruno. Genteeee...tô passado."
Não fique Sérgio, agora o mundo tem na capa da TRIP!
Corra para a banca e garanta seu exemplar. Essa edição é para guardar!
Por Ailton Botelho – (3) comentários