Depressão é assunto sério. Até mesmo pessoas famosas – que aos olhos do resto do mundo possuem tudo que é necessário para serem felizes – afirmam sofrer do transtorno e se recolhem em clínicas. Pois o quadro desse transtorno pode encontrar alívio real e bastante rápido se as memórias traumáticas acumuladas forem reprocessadas pelo cérebro. Para isso, a abordagem terapeutica do EMDR – aprovada pela Organização Mundial da Saúde – tem a solução.

Há 15 no Brasil, o EMDR é a terapia mais rápida e eficaz ao primeiro sinal de alerta de que alguma coisa errada. A Profª Drª Ana Lúcia Castello, psicóloga clínica e presidente da Associação Brasileira de EMDR, explica que a depressão é bastante complexa e tem ocupado a maior parte do interesse dos estudiosos. “Por meio do EMDR, o profissional identifica a queixa que o paciente traz, localiza com o paciente os alvos que deverão ser trabalhados durante o processo terapêutico, começando pelo evento chave mais antigo que o paciente viveu e que gerou algum trauma que ficou aprisionado no seu cérebro e que o impediu de caminhar para frente em função dos resquícios sensoriais do trauma”, afirma

Segundo a psicóloga especialista, o EMDR atua na origem dos sintomas ansiosos e depressivos atuais que vem de um ou mais acontecimentos na vida do paciente que são registrados por meio de imagens, crenças, emoções e sensações corporais. “Os sintomas excessivos que são marcas registradas da ansiedade e da depressão funcionam no presente como um bloqueio ao acesso e a percepção relacionadas com a informação referente aos acontecimentos que foram vividos no momento do trauma”, comenta.

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