Dia histórico na luta pelos direitos LGBTQI+. Nesta terça-feira, 21, a transexualidade deixou de ser considerado transtorno mental após 28 anos. Por mais que a novidade já tenha sido divulgada antes, o caso só foi oficializado nesta segunda-feira, 20, durante a 72º Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. Segundo a nova decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) a transexualidade agora vai integrar na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (CID), à categoria de “condições relacionadas à saúde sexual.

Pela nova edição da CID, a transexualidade sai da categoria de transtornos mentais (capítulo 5) para integrar o de “condições relacionadas à saúde sexual” e é classificada como “incongruência de gênero”. No catálogo, a chamada “incongruência de gênero” é entendida como “incongruência acentuada e persistente entre o gênero experimentado pelo indivíduo e àquele atribuído em seu nascimento. Mero comportamento variante e preferências pessoais não são uma base para o diagnóstico.”

A atualização da CID também inclui o tópico específico para “incongruência de gênero de adolescente ou adulto” que é entendida como “uma incongruência acentuada e persistente entre o sexo experimentado pelo indivíduo e o sexo atribuído”, e estabelece que o “diagnóstico” não pode ser realizado antes da puberdade.

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